Camarões recém-pescados em viveiro na vila de Ganapavaram, na Índia.
REUTERS/Sahiba Chawdhary
A agência de saúde dos Estados Unidos (FDA) emitiu um alerta nesta terça-feira (19) sobre a possível presença de material radioativo em lotes de camarão cru e congelado importado da Indonésia.
Testes apontaram traços de Césio-137, substância associada a riscos graves para a saúde, como danos ao DNA e maior probabilidade de câncer em casos de exposição contínua.
De acordo com a FDA, a suspeita surgiu após o Serviço de Alfândega norte-americano (CBP, na sigla em inglês) detectar o elemento em contêineres inspecionados nos portos de Los Angeles, Houston, Miami e Savannah.
Os produtos eram processados pela empresa indonésia BMS Foods, e parte dos lotes também apresentou resultado positivo para Césio-137 em análises laboratoriais.
Apesar disso, a agência informou que nenhum camarão contaminado chegou às prateleiras americanas.
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Mesmo assim, a FDA determinou o recolhimento preventivo de três remessas com validade até março de 2027 e suspendeu temporariamente a entrada de novos produtos da companhia no país até que sejam comprovadas condições seguras de armazenamento e processamento.
Entre os itens afetados estão camarões vendidos nos EUA sob diferentes marcas comerciais, incluindo a linha “Great Value”, distribuída pelo Walmart.
A recomendação é para que consumidores que tenham adquirido os lotes identificados descartem imediatamente o produto e procurem atendimento médico em caso de suspeita de ingestão.
Entenda o que é o Césio-137
O Césio-137 é um subproduto radioativo utilizado em equipamentos médicos e industriais.
Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, em altas doses ele pode causar queimaduras, síndrome aguda da radiação e até a morte.
A detecção dessa substância em alimentos é considerada rara e exige monitoramento rigoroso para evitar riscos de contaminação em larga escala.
Até o momento, nem a empresa indonésia nem a rede varejista responsável pela venda se manifestaram.
A FDA informou que continuará acompanhando a investigação e poderá ampliar as restrições caso novos resultados laboratoriais indiquem risco para os consumidores.
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